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Frederico Carlos Hoehne



     Filho de alemães, o naturalista Frederico Carlos Hoehne( 1882-1959), nasceu na cidade de Juíz de Fora, Minas Gerais.
     As orquídeas despertaram sua vocação pelo estudo das plantas. Aos oito anos de idade ganhou de seu pai um exemplar de Laelia crispa Reichb.F., iniciando seu orquidário particular.
     A falta de recursos e de uma faculdade de ciências na época, obrigou-o a ser auto-didata, dedicando toda sua vida a botânica, principalmente ao estudo das orquídeas, tornando-se um dos maiores especialistas do país e do exterior.
Casou-se em 1907 e, nesse mesmo ano, foi para o Rio de Janeiro ocupar o cargo de Jardineiro Chefe do Museu Nacional. Em 1917 veio para São Paulo trabalhar na Seção de Botânica do Instituto Butantan.
     No ano de 1928 implantou o Jardim Botânico de São Paulo e de 1938 a 1941 foi Diretor Superintendente do Departamento de Botânica do Estado. Em 1942 tornou-se o primeiro Diretor do Instituto de Botânica permanecendo no cargo até sua aposentadoria em 1952.
     Sua produção bibliográfica é muito extensa, destacando-se como idealizador da série “Flora Brasílica” , publicada a partir de 1940, que visava complementar a grande obra “Flora Brasiliensis” do naturalista bávaro Karl F. P. von Martius, editada entre 1840 e 1906.
     Publicou cerca de 117 trabalhos científicos, 478 artigos em jornais e revistas, proferiu inúmeras palestras, conferências e cursos nas várias áreas da botânica, editando, ainda, 4 livros infantis.
     Recebeu o Título de Servidor Emérito do Estado por sua dedicação ao Serviço Público Paulista no ano de sua aposentadoria.